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Como abrir um departamento de marketing digital na sua empresa

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Roberto Ferreres- especialista em marketing digital

Roberto Ferreresprofessor e publicitário explica como criar um departamento de markerting digital na sua empresa 

Primeiro você precisa entender a necessidade de um departamento de marketing nas empresas, ele é responsável pelos estudos dos clientes, mercado e concorrentes. Ele garante o posicionamento da marca, manual de identidade e constrói a comunicação da empresa como um todo. É um setor que assegura as informações e os dados dos clientes junto com a gestão de relacionamento do cliente (CRM). É responsável por geração de demandaaumento da receita e apoio condicional as vendas do departamento comercial. Esse departamento precisa entender o DNA da empresa e estar totalmente alinhado com a missão, visão e valores.  

 Os resultados e indicadores mais importantes desse departamento devem ser avaliados de duas maneiras:  

Resultados quantitativos: São mensuradas as métricas de vendas e fidelização com indicadores como crescimento de faturamento, vendas de novos produtos, aumento de ticket médio, aumento de fidelização, diminuição do Churn, que é a perda de receita e de clientes da empresa ao longo do tempo, aumento do Lifetime value, que é o valor que um cliente retorna ao longo do tempo na empresa, focado em fidelização, margem de lucro e recorrência de compras. Uma métrica essencial é mensurar o custo de aquisição de novos clientes (CAC), é a somatório dos investimentos da empresa em marketing ou determinada campanha digital dividida pelo número de clientes novos no período 

 

 Resultados qualitativos: Melhorar a estética de conteúdos de comunicação apresentados aos clientes e todos os stakeholders. Realizar campanhas de marketing com maior apelo de venda. Melhorar a experiência, jornada e satisfação dos clientes como um todo. Estudar, monitorar e gerenciar os conteúdos, palavras-chaves, influenciadores e o que é falado da marca nas redes sociais, sites, blogs, portais de avaliação, imprensa e clientes. Dar apoio ao SAC e a Ouvidoria. E sempre ficar de olho em novas tendências, esse é um mercado em constante transformação tecnológica e mudança do comportamento do consumidor. Uma boa prática é utilizar o benchmarking,  que é o processo contínuo de avaliação da empresa em relação a concorrência, por meio do qual incorpora os melhores desempenhos de outras empresas e aperfeiçoa os seus métodos.   

 Após o entendimento da necessidade pela presidência e direção da empresa, é preciso alinhar aos objetivos estratégicos da empresa, como aumento da receita anual em 5%, abertura de novos canais de venda como um e-commerce, gestão de mídias sociais com conteúdos que gerem engajamento e valor, aumentar a presença digital, aumento do share de mercado.           

 Esses objetivos estão presentes no Balanced Score Card (BSC) da empresa ou no planejamento estratégico. Em cima desses objetivos é calculado o Budget ou investimento do departamento, em média investir de 3% a 5% do faturamento total é um bom patamar, empresas que dependem de vendas diretas de marketing digital, chegam a investir até 10%. Com esses valores em mãos e com a aprovação, inicia a montagem do orçamento anual do departamento. 

 

 Após saber o orçamento, é hora de montar as áreas, cargos e tarefas dos colaboradores que vão atuar no setor atendendo todas as demandas da empresa. Procure contratar profissionais qualificados tecnicamente com formação e experiência. Dependendo do tamanho da sua empresa e necessidades de tarefas você poderá ter profissionais alocados dentro da empresa ou home office, ou prestadores de serviços como agências de publicidade e propaganda, assessoria de imprensa, relações públicas, estúdios, produtoras de vídeos e fotografia, agência de influenciadores digitais.   

 Principais cargos de um departamento de marketing digital:  

 Diretor de Marketing ou CMO (Chief Marketing Officer) 

Formação: Marketing, Publicidade e Administração.  

Responsável por conectar a estratégia da empresa com a estratégia da equipe, cuidar do orçamento de marketing, alinhamento de metas, priorização de projetosacompanhamento de resultados e cumprimento das metas. Manter o relacionamento com os principais parceiros estratégicos.  

 

Gerente de Marketing:  

Formação: Marketing ou Publicidade e Propaganda 

Responsável pelo aumento de produtividade da equipe, distribuição da demanda, alcance das metas, CRM, automação, pesquisa de novas tecnologias e criação do plano de marketing e comunicação. Experiência em gestão de software de planejamento, bigdataautomação de marketing e CRM como Estilingue, MlabsAsana, Sales Force, HubspotPipe DriveRd Station entre outros que hajam necessidades.  

 Coordenador de Marketing ou Analista de marketing: 

Formação: Marketing, Publicidade e Propaganda ou Jornalismo.  

Responsável pelo atendimento das necessidades da empresa e distribuir as tarefas para a equipe, cronograma, atendimento, avaliação da qualidade técnica das entregas, performance de anúncios, otimização de campanhas, revisão de textos, estratégias de SEO, deve acompanhar o mercado e referências do mundo digital.  

Assistente de Marketing Digital:  

Formação: Estudante de marketing, publicidade, design ou jornalismo.  

Responsável de pesquisa de referências, criação de conceitos e redação, envio de recebimento da criação e redação, disparo de e-mail marketing, configura a automação, geração de relatórios, atualização, revisão de SEO, atendimento de mídias sociais, é desejável um conhecimento de edição básica de imagem.  

 

Redator  

Formação: Jornalismo, Marketing ou Publicidade.  

Responsável por produção de conteúdo para mídias sociais, roteiro de vídeos, narrações, textos institucionais e textos para anúncios em geral.  

Designer  

Formação: Design, Fotografia, Cinema, Publicidade ou Artes gráficas.  

Responsável pela criação de imagens e vídeos, fotográfia, captação de vídeos, criação de layout dos sites, criação de e-mail marketing. Esse profissional precisa conhecer os formatos das redes sociais como Facebook, Instagram, Tik TokLinkedInYoutube e de redes de busca como display do google. Desejável conhecimento básico de HTML e edição simples de sites em plataformas de WordPress 

Programador ou Web Designer:  

Formação: TI, Desenvolvedor Full Stack, Engenharia da computação, Ciência da computação e Sistemas de informação.  

Responsável pela construção e manutenção de websites, blogs, integrações de sistemas de CRM, Implementação de plug-ins de automação com plataformas e ferramentas de sistemas e estruturação de sistemas.  

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Empresários brasileiros analisam impactos da ampliação de tarifas nos Estados Unidos e apontam caminhos estratégicos

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aturais de Recife e radicados nos Estados Unidos, os irmãos André Carvalho e Raphael Carvalho são fundadores de um grupo empresarial com atuação internacional que emprega centenas de colaboradores. Com trajetória iniciada do zero no mercado americano, onde chegaram em momentos distintos e sem estrutura inicial, consolidaram empresas multimilionárias e hoje também atuam como mentores de empresários e autores best-sellers na área de negócios e liderança.

Diante da ampliação de tarifas sobre importações nos Estados Unidos, os empresários avaliam que a medida vai além de uma questão tributária e pode alterar de forma significativa a dinâmica financeira e estratégica de empresas de diferentes portes.

Para André, o primeiro reflexo do aumento tarifário é direto no custo estrutural das empresas. Quando o governo eleva tarifas, aumenta o custo de entrada de produtos, matérias-primas e insumos no país, impactando o COGS (Cost of Goods Sold) de indústrias, varejo e até empresas de serviços que dependem de equipamentos, químicos, tecnologia ou peças importadas.

Segundo ele, o efeito imediato costuma ser a compressão de margem. Empresas que já operam com margens mais ajustadas precisam decidir entre absorver o custo e reduzir lucro, repassar o aumento ao consumidor e arriscar perder competitividade ou buscar novos fornecedores, o que nem sempre é simples ou viável no curto prazo.

Ele também destaca a volatilidade na cadeia de suprimentos. Fornecedores internacionais tendem a revisar contratos, prazos e preços, podendo gerar ruptura de estoque ou necessidade de antecipação de compras para evitar novos aumentos, o que impacta fluxo de caixa e planejamento financeiro. Para pequenas e médias empresas, especialmente negócios de imigrantes que operam com menor capital de giro, o impacto pode ser ainda mais sensível devido à menor capacidade de negociação e proteção financeira.

Na avaliação de Raphael, o cenário exige uma leitura estratégica mais ampla. Para ele, o aumento de tarifas força o empresário a repensar sua cadeia de valor e reduzir dependências excessivas de fornecedores estrangeiros, além de estimular a busca por sourcing doméstico ou regional, reestruturação de contratos de longo prazo e ganhos de eficiência operacional para compensar custos maiores.

Ele também observa que, em alguns casos, a ampliação de tarifas pode estimular a produção interna, criando oportunidades para empresas que atuam em setores como manufatura, construção, logística e manutenção. Por outro lado, alerta para possível impacto inflacionário caso os custos sejam amplamente repassados ao consumidor, o que pode reduzir demanda e exigir ajustes na estratégia comercial e na proposta de valor.

Para os empresários, a ampliação de tarifas nos Estados Unidos não é apenas uma questão de custo, mas de posicionamento. Empresas que operam apenas de forma reativa tendem a sofrer mais, enquanto aquelas que contam com estrutura financeira, análise de dados e visão de longo prazo podem transformar um ambiente protecionista em vantagem competitiva.

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Por que empresas estão recusando contratos mesmo em um mercado aquecido?

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O contador e CEO da Trivium Cláudio Lasso explica que as empresas não conseguem expandir por escassez de mão de obra qualificada

O cenário é contraditório à primeira vista. O Brasil vive um mercado aquecido, com demanda ativa em diversos setores, mas um número crescente de empresas tem recusado contratos, adiado projetos e limitado sua expansão. O motivo não é falta de clientes. É falta de gente preparada para executar.

“A escassez de mão de obra qualificada se tornou um dos principais gargalos operacionais do empresariado brasileiro. Mesmo com taxas de desemprego relativamente baixas, os empresários enfrentam dificuldades para preencher vagas básicas e técnicas. O problema deixou de ser conjuntural. Ele é estrutural”, explica o contador e CEO da Trivium Cláudio Lasso

Lasso diz que na prática, muitas empresas chegaram ao limite da capacidade operacional. “Sem profissionais suficientes ou minimamente preparados, aceitar novos contratos significa assumir risco de atraso, quebra de padrão de entrega e desgaste com clientes. Para preservar reputação e caixa, a decisão passa a ser recusar crescimento”.

O contador explica que um dos fatores centrais é o desalinhamento educacional. “O Brasil forma poucos jovens com qualificação técnica ou profissionalizante. Enquanto países da OCDE têm entre 35% e 65% dos jovens nesse tipo de formação, o Brasil gira em torno de 11%. Isso cria um vácuo entre o que o mercado precisa e o que a força de trabalho entrega”.

Outro ponto relevante, de acordo com Cláudio Lasso, é a mudança no perfil e nas expectativas dos trabalhadores. “Cresce a preferência por trabalhos flexíveis, digitais e com menor rigidez de jornada. Modelos tradicionais, como escala 6×1 e atividades operacionais presenciais, enfrentam rejeição crescente. O resultado é um choque entre a estrutura das empresas e as escolhas individuais dos profissionais”.

De acordo com o empresário, o mercado aquecido amplia ainda mais o problema. Com poucas pessoas qualificadas disponíveis, a competição por mão de obra se intensifica. Ele afirma que isso pressiona salários, benefícios e condições de trabalho, elevando custos operacionais. Empresas menores e médias sentem esse impacto de forma mais aguda.

“A alta rotatividade fecha o ciclo negativo. Funcionários entram, saem rapidamente e desestimulam o investimento em treinamento. Sem estabilidade mínima, a empresa não consegue formar pessoas internamente nem criar cultura operacional consistente. O resultado é perda de produtividade e retrabalho constante”.

Ele aponta que os setores mais afetados já sentem isso de forma clara. Construção civil, varejo ampliado, indústria e serviços operam com níveis elevados de dificuldade para contratação. Em muitos casos, obras atrasam, lojas reduzem horário de funcionamento e contratos são adiados ou cancelados.

“Diante desse cenário, empresas têm sido forçadas a agir. Melhoria de salários, ampliação de benefícios, revisão de jornadas, investimento pesado em treinamento interno e processos seletivos mais rápidos tornaram-se medidas de sobrevivência, não de diferenciação”.

Cláudio Lasso esclarece que o ponto central é que o crescimento deixou de ser apenas uma decisão comercial. Ele passou a depender diretamente da capacidade de formar, reter e organizar pessoas. Sem estrutura humana, não há escala possível.

“Empresas que não entenderem esse movimento continuarão presas a um paradoxo perigoso: demanda existe, mercado quer comprar, mas o negócio não consegue operar. Em um ambiente assim, crescer sem estrutura deixa de ser oportunidade e passa a ser risco”, conclui.

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Mentalidade empresarial ainda é principal barreira para crescimento no mercado de limpeza nos Estados Unidos, avalia CEO brasileira

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O mercado de serviços de limpeza nos Estados Unidos segue em expansão, impulsionado pela alta demanda por terceirização, pela profissionalização do setor e pelo crescimento de pequenos e médios negócios liderados por imigrantes. Ainda assim, um fator segue limitando o avanço de muitas empresas: a mentalidade de quem empreende. A avaliação é de Núbia Gonçalves, CEO da Pink Cleaning, empresa de limpeza profissional com atuação nos Estados Unidos.

Segundo a executiva, um dos principais erros cometidos por empreendedores do segmento especialmente estrangeiros é não se reconhecerem como empresários, tratando o negócio apenas como uma atividade operacional.

“Enquanto a pessoa não se enxerga como empresária, não existe mudança real. O trabalho continua sendo visto como algo temporário ou secundário. Sem essa virada de identidade, não há expansão, porque o próprio dono centraliza tudo e não ocupa a cadeira da gestão”, afirma.

Núbia explica que o crescimento sustentável começa antes dos resultados financeiros, a partir de uma mudança interna de postura e visão estratégica. Para ela, a dificuldade de escalar o negócio está diretamente ligada à tentativa de fazer tudo sozinho, sem separar operação e administração.

“Quando percebi que não conseguia mais operar e administrar ao mesmo tempo, entendi que precisava estudar e transformar minha mentalidade. A partir dessa mudança interna, tudo começou a se reorganizar externamente. A forma como eu me via mudou, e o crescimento veio como consequência”, destaca.

A CEO também chama atenção para a falta de profissionalização que ainda marca parte do setor. De acordo com ela, muitos empreendedores acabam limitados por crenças antigas sobre a indústria de limpeza, o que dificulta enxergar o potencial real do mercado americano.

“Muitas pessoas ainda tratam a indústria da limpeza como um ‘sub-work’. Essa crença impede o crescimento e faz com que deixem de perceber que se trata de um mercado altamente lucrativo, escalável e com enorme espaço para prosperar nos Estados Unidos”, avalia.

Para Núbia Gonçalves, o avanço das empresas de limpeza no mercado americano passa, necessariamente, por educação empresarial, mudança de mentalidade e posicionamento estratégico. “Quando o empreendedor entende que está à frente de uma empresa e não apenas prestando um serviço as oportunidades se ampliam de forma muito mais consistente”, conclui.

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