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Peptídeos biomiméticos: descubra tudo por trás dessa nova tendência de beleza

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A médica Dra. Gisele Mello explica se estas cadeias de aminoácidos sintéticos promevem uma melhora a pele

Nos últimos anos, um grupo de ativos vem ganhando espaço silenciosamente nas fórmulas mais avançadas de skincare: os peptídeos biomiméticos. Diferente da lógica “tapou, resolveu” de muitos cosméticos tradicionais, essa tecnologia foi desenhada para conversar com a pele, imitando mensagens naturais do próprio organismo e ajudando a regular inflamação, estresse oxidativo e a força da barreira cutânea.

De acordo com a médica Dra. Gisele Mello, ao lado de antioxidantes inteligentes, esses peptídeos conseguem, em estudos modernos, reduzir marcadores inflamatórios, modular o dano oxidativo e melhorar de forma mensurável a função de barreira – alguns complexos chegando a resultados de melhora de barreira na casa de dezenas de por cento em poucas semanas de uso.

“Na minha prática clínica, acompanhando protocolos com peptídeos biomiméticos aliados a antioxidantes, observamos até 65% de melhora em parâmetros de barreira cutânea (como redução de perda de água transepidérmica e melhora de hidratação funcional) em pacientes com pele fragilizada. Esse dado é coerente com a tendência observada na literatura científica recente, que confirma o impacto desses ativos na integridade estrutural e funcional da epiderme”

Com olhar clínico e baseado em evidências, a médica pontua o que se sabe de fato sobre essa tecnologia. “Peptídeos são pequenas cadeias de aminoácidos que funcionam como mensageiros biológicos. Os biomiméticos, especificamente, são desenhados em laboratório para imitar peptídeos naturais do organismo, reproduzindo sinais que já existem no corpo humano.

Dra. Gisele lista o que as revisões recentes sobre peptídeos na dermatologia estética mostram que eles podem fazer:
• Estimular síntese de colágeno, elastina e ácido hialurônico (peptídeos sinalizadores).
• Modular inflamação e sensibilidade cutânea (peptídeos com ação anti-inflamatória e neurocosmética).
• Favorecer regeneração epidérmica e reparo de barreira.
• Atuar como “botox-like” tópicos, interferindo em vias de neurotransmissão. 

“Ou seja: não falamos de um único ativo milagroso, mas de uma família inteira de moléculas com mecanismos complementares – e isso é um ponto cego de boa parte da comunicação de mercado, que tende a tratar “peptídeo” como se fosse uma coisa só”.

Estresse oxidativo, inflamação e fadiga crônica da pele

Dra. Gisele Melo destaca que para entender por que a combinação de peptídeos biomiméticos + antioxidantes faz sentido, é preciso olhar para o cenário bioquímico da pele hoje:
• Poluição, radiação UV, luz visível, tabagismo, dieta inflamatória e estresse aumentam a formação de espécies reativas de oxigênio (radicais livres).
• Isso gera dano mitocondrial, quebra de colágeno, alteração de lipídios de barreira e microinflamação crônica.
• O resultado visível: pele mais fina, sensível, com vermelhidão, manchas, textura irregular e sensação constante de “pele cansada”.

“Estudos recentes com biopeptídeos demonstram que eles podem reduzir marcadores de inflamação, modular estresse oxidativo e melhorar a viabilidade celular em modelos de pele inflamada, reforçando o seu potencial como agentes protetores e reparadores em dermatologia”, acrescenta.

Conforme cita a médica, se for olhar friamente para os dados, a grande “virada de chave” não é só parecer mais jovem, e sim manter o tecido em um estado de menor inflamação e menor carga oxidativa ao longo dos anos.

Como os peptídeos biomiméticos fortalecem a barreira cutânea

Mello enfatiza que a barreira cutânea – especialmente o estrato córneo, as ceramidas, o envelope cornificado e os lipídios intercelulares – é o “escudo” que regula a perda de água, protege contra irritantes e microrganismos e mantém a pele em homeostase.

Segundo a médica, hoje já existem estudos específicos com peptídeos biomiméticos desenhados para imitar proteínas da barreira, como os derivados de LCE6A, uma proteína de envelope cornificado. Esses peptídeos mostraram capacidade de:
• Proteger a pele contra a ruptura de barreira em modelos experimentais.
• Reduzir a permeabilidade e a perda de água transepidérmica.
• Melhorar parâmetros clínicos relacionados à sensibilidade, aspereza e sinais iniciais de envelhecimento.

“Ingredientes comerciais baseados nessa tecnologia, como o Corneopeptyl™️, mimetizam a atividade de LCE6A e demonstram, em estudos do fabricante, aumento da resiliência da epiderme, redução de rugosidade, melhora de tonicidade e hidratação, sempre vinculados a melhora objetiva da função de barreira. Esse é um ponto em que muitos produtos “hydrating” tradicionais falham: hidratam a superfície, mas não necessariamente modulam a arquitetura da barreira, nem a expressão de proteínas estruturais e de junção”.

Vários séruns e cremes de última geração combinam peptídeos biomiméticos a antioxidantes de amplo espectro (vitaminas, moléculas sulfuradas, derivados fenólicos, extratos vegetais, etc.).

Ela elenca exemplos de formulações recentes e amplamente discutidas incluem:
• Séruns com biomimetic peptide + blend antioxidante + esqualano, base da chamada BioShield Barrier Technology, que têm como objetivo fortalecer as defesas da pele, reduzir sinais de envelhecimento e restaurar a capacidade de recuperação frente a agressões ambientais. 
• Fórmulas multiantioxidantes com peptídeos protetores, antioxidantes clássicos e moléculas de defesa endógena da pele, pensadas para mitigar danos relacionados à poluição e radiação e preservar a integridade da barreira. 

“O raciocínio é simples: não adianta apenas reorganizar a barreira se o ambiente celular continua inflamado e oxidado. Os antioxidantes atuam “apagando incêndios bioquímicos”, enquanto os peptídeos biomiméticos trabalham para reconstruir e treinar a estrutura da pele a se manter mais estável”.

Ela diz que é preciso ser extremamente honesto, que a médica acredita ser inegociável, para expor onde entra o número: 65% de melhora da barreira:

1. Os percentuais de melhora (30%, 40%, 65% etc.) variam de estudo para estudo, dependendo da metodologia (TEWL, hidratação por corneometria, expressão gênica, avaliação clínica, autoavaliação do paciente).
2. Muitos dados vêm de ensaios patrocinados pela indústria, geralmente com amostras pequenas e tempo de observação curto – então precisamos interpretar esses números como indícios promissores, não como verdade absoluta para todos os tipos de pele. 

Dito isso, segundo Dra. Gisele, quando é relatado até 65% de melhora da barreira cutânea, estamos falando de cenários em que:
• Há avaliação objetiva (por exemplo, medição de perda de água transepidérmica).
• O protocolo combina peptídeos biomiméticos + antioxidantes + base reparadora de barreira (ceramidas, lipídios biomiméticos, etc.). 
• O paciente segue adesão correta, uso contínuo e rotina de cuidados que não sabota o tratamento (limpeza agressiva, abuso de ácidos, etc.).

Na prática da Dra. Gisele Mello, esse tipo de protocolo mostra resultados particularmente expressivos em pacientes com:
• Pele sensível ou sensibilizada (pós-procedimentos, uso crônico de ácidos, retinoides, poluição).
• Quadros de inflamação de baixo grau, com vermelhidão, ardência e textura irregular.
• Peles maduras com sinais de envelhecimento extrínseco (fotoenvelhecimento, dano ambiental cumulativo).

“É aqui que muitos profissionais escorregam: usam números de laboratório como se fossem promessa universal, sem considerar contexto clínico, lugar do paciente no tratamento e outros hábitos que impactam diretamente a barreira.

Para quem essa tecnologia faz mais diferença

Com base, tanto na literatura quanto no consultório da profissional, os peptídeos biomiméticos combinados a antioxidantes fazem mais sentido quando o objetivo é:
• Reconstruir a função de barreira em peles fragilizadas, sensíveis ou com histórico de dermatites leves (sempre em complemento ao tratamento médico).
• Reduzir inflamação subclínica e desconforto (ardência, rubor, sensação de pele que “reage a tudo”).
• Prevenir envelhecimento acelerado em pacientes que vivem em ambientes urbanos poluídos ou com alta exposição à luz.
• Potencializar a recuperação pós-procedimentos estéticos que impactam a barreira (lasers, peelings, microagulhamento), sempre respeitando o tempo de reparo de cada técnica.

“Em peles jovens, sem grandes queixas e com barreira íntegra, o ganho existe, mas não é onde esses ativos mais brilham. O maior valor está quando a pele já é desafiada diariamente por estressores ambientais e por uma rotina cosmética agressiva”.

O olhar da Medicina Integrativa: não é só o creme

Mesmo como entusiasta de tecnologias de ponta, ela argumenta que não se pode ignorar que oxidação e inflamação não são fenômenos apenas tópicos. Revisões sobre função de barreira mostram conexões claras entre:
• Estado inflamatório sistêmico.
• Qualidade do sono.
• Estilo alimentar (ultraprocessados x dieta rica em antioxidantes naturais).
• Estresse crônico e desregulação do eixo HPA (hipotálamo–hipófise–adrenal).

Se o discurso parar apenas em “um creme com peptídeos biomiméticos que resolve tudo”, caímos na mesma promessa simplista que a boa ciência tenta superar.

Na prática clínica, os melhores resultados que Mello vê com protocolos que incluem peptídeos biomiméticos e antioxidantes acontecem quando o paciente está disposto a:
• Ajustar fatores de estilo de vida que reduzem inflamação sistêmica.
• Revisar uso excessivo de ativos agressivos (ácidos, esfoliantes físicos, combinações sem critério).
• Tratar pele e organismo como uma unidade – e não como “superfície a ser polida”.

Uma tecnologia promissora, desde que usada com responsabilidade

Ela reitera que ciência atual é clara em alguns pontos:
• Peptídeos biomiméticos têm mecanismos plausíveis e documentados para modular inflamação, estimular reparo tecidual e fortalecer a barreira cutânea. 
• A combinação com antioxidantes bem selecionados potencializa a proteção contra estresse oxidativo ambiental e endógeno. 
• Há evidências consistentes de melhora de parâmetros de barreira, ainda que os percentuais exatos variem entre formulações, metodologias e populações estudadas. 

Ao mesmo tempo, como médica, Dra. Gisele Mello considero fundamental deixar claro:
• Nem todo produto que usa o termo “peptídeo biomimético” entrega a mesma qualidade de evidência.
• Percentuais de melhora (inclusive os 65%) devem ser lidos como resultado de cenários específicos, não como promessa automática para qualquer pele.
• Resultado real depende de fórmula bem desenhada + rotina coerente + paciente comprometido.

“Peptídeos biomiméticos e antioxidantes não são varinha mágica. Mas, quando bem indicados, podem funcionar como um “treinamento intensivo” para a pele: ensinar a barreira a se defender melhor, reduzir a inflamação silenciosa e retardar o envelhecimento estrutural.Esse é o futuro do skincare que me interessa: menos milagre, mais fisiologia aplicada; menos ruído de marketing, mais conversa séria com a biologia da pele”, conclui.

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Mariah Morais leva cultura e esperança às mulheres privadas de liberdade

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Com uma escrita que atravessa fronteiras e conecta literatura, turismo, motivação e tecnologia, Mariah Morais vem se consolidando como um dos grandes nomes da nova geração de autores no Brasil. A escritora, que em 2025 emplacou dois livros simultaneamente (A Saga Cafu e Depois do Depois) na lista de best-sellers, está transformando o modo como o público se relaciona com a leitura e com o mundo. 

Seu mais novo desafio é criar bibliotecas, rodas de leituras, oficinas de redações e curso básico de português, para mulheres que se encontram no sistema prisional.

“Nesses locais existe muito tempo ocioso, que precisa ser preenchido de uma maneira, que eleve a cultura e conhecimento”, conta Mariah. 

A ideia surgiu após uma palestra que participou no último mês de outubro em Londrina, onde a jornalista teve a oportunidade de conhecer algumas histórias de menores infratores.

” Saí de lá com a certeza que podia e faria algo para mudar aquelas realidades. A partir daí, começaram as reuniões com especialistas pedagógicos, que estão firmes, trabalhando na formatação do projeto, que já definiu, onde será o primeiro núcleo”, conta.

 Conhecida por suas obras que combinam narrativas envolventes com experiências reais e imersivas, Mariah tem arrastado uma legião de leitores e entusiastas por onde passa. Suas histórias não apenas inspiram, mas também convidam à ação, explorando destinos, ideias e vivências que estimulam o autoconhecimento e o empreendedorismo. 

 Esposa do eterno capitão Cafu, Mariah tem ganhado ainda mais projeção, com uma agenda intensa de palestras e apresentações pelo Brasil e exterior, participando de feiras literárias, encontros corporativos e experiências culturais. Ela também lidera imersões temáticas, que unem leitura, viagens e transformação pessoal em um formato inovador que tem conquistado cada vez mais leitores

 Além do sucesso editorial, sua atuação multifacetada como escritora, palestrante e criadora de experiências a coloca como uma das principais vozes do cenário contemporâneo, ajudando a levar o nome da literatura brasileira a novos patamares.

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Leis de incentivo fiscal se tornam braço estratégico do marketing institucional em 2026

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Com a alta do custo da mídia digital, empresas passam a usar o imposto devido como alavanca para ampliar alcance, reputação e impacto por meio de projetos incentivados

Com a confirmação de que, a partir de 2026, a Meta, controladora do Instagram e do Facebook passará a repassar tributos como PIS, Cofins e ISS aos anunciantes, o custo da mídia digital no Brasil entrará em um novo patamar. A mudança, que eleva em mais de 12% o valor dos investimentos nessas plataformas, impõe um desafio direto aos orçamentos de marketing e acelera uma virada de chave: o uso estruturado das leis de incentivo fiscal como parte das estratégias de comunicação.

Nesse novo cenário, eficiência não será apenas uma questão de performance ou criatividade, mas de como as empresas organizam seus recursos, incluindo os tributos que já pagariam para potencializar seus planos de marketing institucional. É nesse contexto que as leis de incentivo ganham protagonismo, funcionando como um forte braço estratégico para marcas que precisam manter presença, relevância e impacto mesmo com a mídia mais cara.

A Brada atua exatamente nesse ponto de convergência, apoiando empresas a destinar parte do imposto devido para projetos incentivados, transformando esse valor em campanhas, ações de reputação e presença institucional. Em vez de simplesmente recolher esses recursos ao governo, as empresas passam a direcionar parte deles a iniciativas alinhadas aos seus objetivos de marca e posicionamento, ampliando o retorno do investimento em comunicação.

Segundo Vanessa Pires, CEO da Brada, o marketing moderno precisa conhecer e incorporar as leis de incentivo fiscal como ferramenta estratégica. “Hoje, profissionais de marketing precisam saber que existem mecanismos legais que permitem transformar parte do imposto que a empresa já pagaria em projetos de comunicação e impacto. Quando uma empresa do lucro real ou presumido destina esse valor a iniciativas incentivadas, ela não está criando um novo custo, está apenas redirecionando o imposto devido para gerar visibilidade, posicionamento e valor institucional. É assim que conseguimos transformar impostos também em marketing social”, afirma.

Com a mídia digital pressionada por custos mais altos, as empresas que saírem na frente em 2026 serão aquelas que compreenderem que as leis de incentivo fiscal não são apenas uma vantagem tributária, mas um instrumento de planejamento de marketing. Ignorar esse movimento significa depender cada vez mais de mídia paga, enquanto concorrentes passam a operar com uma estrutura mais inteligente, usando o próprio imposto para fortalecer sua presença de marca e seus projetos estratégicos.

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Bioinsumos e fertilizantes são alternativas viáveis para o déficit hídrico na safra de soja de 2026

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O uso desses produtos complementam mecanismos biológicos que aumentam raízes em 20-30%

Os bioinsumos são altamente eficazes contra déficit hídrico na soja, complementando fertilizantes com mecanismos biológicos que aumentam raízes em 20-30% e regulam hormônios de estresse. Microrganismos como Azospirillum, Bacillus e micorrizas melhoram absorção de água e nutrientes sob seca, recuperando 10-20% da produtividade perdida em florescimento 

Para Douglas Vaz-Tostes, gerente técnico nacional da GIROAgro, a força da safra está diretamente ligada à qualidade dos insumos utilizados: “A escolha correta dos insumos, principalmente dos fertilizantes,  define a eficiência de todo o sistema produtivo. Quando o produtor investe em nutrientes adequados, na dose certa e no momento certo, ele reduz perdas, aumenta a rentabilidade e protege o potencial produtivo da cultura.”

Os fertilizantes foliares são uma das principais alternativas viáveis para a safra de soja 2026/27 no Brasil, especialmente sob chuvas irregulares no Centro-Oeste. A adoção já atinge 46,7% da área cultivada (soja 62% do total), com crescimento anual de 20%, comprovando eficácia prática em cenários climáticos adversos.

A previsão climática para 2026 no Rio Grande do Sul, por exemplo, indica um ano de transição: começa sob influência da La Niña, passa para neutralidade entre o fim do verão e o outono e pode evoluir para um episódio de El Niño entre o inverno e a primavera. Além disso, a meteorologista ressalta que fenômenos de curto prazo, menos previsíveis, podem ocorrer ao longo do ano e alterar temporariamente o padrão climático esperado, mesmo dentro desse cenário geral. 

Apesar de ser um momento em que há muita adversidade climática, este não é um fator que irá determinar tanto o desempenho da safra de soja para o ano de 2026, que deve ser recorde no Brasil, superando 2025/26 apesar de chuvas irregulares localizadas. Abiove projeta 177,7 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 3,4%  (172,1 milhões de toneladas) em relação a  2025.

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