Barra
Connect with us

Geral

Dia do Advogado: o futuro dos mecanismos extrajudiciaisp

Published

on

Juliana Biolchi, e diretora da Biolchi Empresarial

Há tempos temos discutido o futuro da advocacia e os seus mecanismos e meios de atuação. Quais estarão em desuso, quais serão revigorados e quais novos métodos, ferramentas, canais, estratégias, etc., serão criados?

Nesse contexto, proponho, neste dia do advogado, um olhar sobre a recuperação extrajudicial. Instrumento previsto em Lei há mais de 17 anos, e que permite a renegociação privada de dívidas, sem o envolvimento do Judiciário nessa etapa, recorrendo-se a ele tão somente para a homologação do acordo coletivo (plano de recuperação extrajudicial).

Com grandes benefícios para as empresas e credores(celeridade, economia, simplicidade, reduzido abalo reputacional, ausência de risco de decretação de falência, entre outros), a recuperação extrajudicial ainda é uma ferramenta inexplorada por advogados, e tampouco incentivada pelo Judiciário.

De acordo com o Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE), em 2021 foram apresentados 13 pedidos de recuperação extrajudicial, em comparação aos 891 pedidos de recuperação judicial(dados do Serasa).

Segundo a pesquisa “Métricas de qualidade e efetividade da justiça brasileira: um estudo do processo de recuperação de empresas”, realizada pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário (CIAPJ) da FGV, em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros, há falta de estímulo aos servidores Judiciários para aplicação da recuperação extrajudicial. Dados mostram que 60% dos advogados desconhecem orientações para recuperações do tipo, e 40% acredita que não existem.

A recente reforma da Lei 11.101/2005 trouxe ainda mais oportunidades para aplicação desse veículo, reduzindo quóruns, ampliando o escopo e dando mais segurança jurídica para os negócios feitos a partir dela (como a venda de ativos, por exemplo). Há um claro direcionamento para sua aplicação.

A reflexão que precisamos fazer é: por que, com tantos aspectos positivos, perdura a falta de reconhecimento e de incentivo?

Não tenho dúvidas de que perdura, entre nós, uma cultura de litígio que precisa ser transformada. Para tanto, é necessário que advogados adquiram outro repertório, muito mais refinado quanto o tema é renegociação de dívidas, e passem a atuar na perspectiva do ganha-ganha, ativando a colaboração entre devedor e seus credores, e substituindo a atual abordagem do “perca menos cedendo à RJ, porque o passo seguinte é a falência”.

Parece algo simples, mas é um longo caminho a percorrer. O impulso para essa guinada está vindo do próprio mercado: cada vez mais empresas passam a saber que existe essa alternativa, mais branda e menos radical. Quem ainda não entendeu esse movimento, está perdendo a perspectiva do momento de transformação que vivemos. A advocacia precisa compreender que seu papel não é apenas o patrocínio do litígio, mas a resolução de conflitos, pelos meios que se mostrem mais adequados ao caso concreto. E essa missão também é viva quando falamos de preservação de empresas em dificuldade.

* Juliana Biolchi é advogada, mestre e especialista em revitalização de empresas. É empresária com mais de 25 anos de experiência e palestrante de congressos nacionais e internacionais na área de insolvência empresarial. Diretora da Biolchi Empresarial, Juliana ajuda empresas em dificuldade a se reestruturarem, especialmente através da recuperação extrajudicial. O trabalho é desenvolvido com foco em caixa, revisão de plano de negócios, negociação de endividamento e planejamento.

Continue Reading
Advertisement

Geral

EBAC, referência em jogo responsável, lança ferramenta genuinamente brasileira para identificar jogadores de risco no país

Published

on

By

Novidade auxilia casas de aposta a entrarem em conformidade com a regulamentação brasileira

De acordo com a lista de bets legalizadas no Brasil, recém divulgada pelo Ministério da Fazenda (janeiro/2026), o país acaba de alcançar o número de 199 casas de apostas em conformidade com a regulamentação do setor.

Com esse boom no mercado nacional e a crescente popularidade das apostas esportivas, algumas das maiores e mais conceituadas marcas do mundo já estão marcando presença no Brasil, demandando das empresas uma responsabilidade maior pelos jogadores, principalmente no que se refere à prevenção da compulsividade.

Referência em jogo responsável, a EBAC – Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo – dá mais um passo rumo à conformidade do setor e lança Pulse, plataforma desenvolvida no Brasil e que identifica, monitora e classifica o nível de risco de compulsividade dos usuários em operadoras, prevenindo casos de ludopatia e permitindo eventuais ações por parte das empresas.

A solução já em uso pela Casa de Apostas, compila informações fornecidas pelas operadoras e analisa KPI´s como informações sobre depósitos, volume de apostas, frequência dos apostadores, padrão de login, tempo de uso e histórico de prêmios para traçar um perfil do usuário, dentro de janelas de observação de 30 dias. Toda essa metodologia criada pela EBAC transforma dados comportamentais e de consumo em insights acionáveis.

A partir da avaliação desses dados, Pulse emite um score para o apostador e identifica o padrão de comportamento como sendo ‘estável’, ‘moderado’ ou ‘intenso’. O risco para desenvolvimento de transtorno do jogo também é avaliado e informado, podendo ser baixo, médio ou alto.

A segmentação desses critérios ocorre no início da jornada, de forma inteligente, dentro da plataforma. Somente são selecionados IDs com potencial relevante para o vício, evitando assim sobrecarga no sistema e facilitando a tomada de decisões mais assertivas e focadas.

Para as operadoras, Pulse entrega: identificação precoce de apostadores em risco; possibilidade de  intervenções proporcionais ao risco; redução de intercorrências regulatórias e reputacionais; e diferencial competitivo, uma vez que a operação ganha credibilidade no mercado.

Para Cristiano Costa, diretor de conhecimento da EBAC, a plataforma deve contribuir para que a própria indústria de apostas online seja capaz de regular as interações com os consumidores, criando assim, ambientes mais seguros e profissionalizados.

“Mais do que prevenir crises nas operadoras, queremos conscientizar o setor e a sociedade sobre a atuação real das bets no Brasil, promover o encaminhamento adequado de apostadores compulsivos ao tratamento adequado e oferecer consultoria aos agentes desse ecossistema, sobre a prevenção da ludopatia”, revela Cristiano.

Atualmente, o Brasil está em 5º lugar no ranking de países com os maiores mercados globais de bets, conforme dados da consultoria internacional Regulus Partners. Em relação ao volume de acessos aos jogos, o país é líder absoluto, com quase 25% de todos os acessos ao segmento no mundo, como revela estudo da Similarweb.

Continue Reading

Geral

Lucio Santana lidera iniciativa que reposiciona corretores no novo cenário do mercado imobiliário dos EUA

Published

on

Linha fina: Em um contexto de juros elevados, crédito mais seletivo e mudança no comportamento do comprador, executivo aposta em educação financeira e estratégia para fortalecer o Real Estate americano e atrair investidores internacionais.

Diante das transformações do mercado imobiliário dos Estados Unidos, impulsionadas por mudanças no ambiente econômico, taxas de juros mais seletivas e um consumidor cada vez mais estratégico, Lucio Santana, CEO da Royal Mortgage USA, vem se destacando como uma das lideranças que defendem um novo modelo de atuação para corretores de imóveis.

Essa visão esteve no centro da segunda edição do Realtor 360, movimento idealizado por Santana e realizado no Royal Business Center, em MetroWest, Orlando, Florida, reunindo corretores top performers da região. O encontro teve como foco preparar profissionais para atuar de forma mais técnica, consultiva e alinhada às exigências atuais do mercado imobiliário americano.

“O mercado imobiliário mudou. Hoje, o corretor precisa entender financiamento, leitura econômica e estratégia patrimonial para orientar decisões de longo prazo. O Realtor 360 nasceu para formar esse profissional mais completo”, afirma Lucio Santana.

Mais do que um evento pontual, o Realtor 360 se consolida como um movimento de líderes do Real Estate, voltado à formação contínua, troca de experiências e construção de uma comunidade profissional forte e conectada.

O encontro acontece em um momento decisivo para a economia dos Estados Unidos. Após um ciclo prolongado de juros elevados, com a taxa básica norte-americana ainda em patamar restritivo, o mercado imobiliário opera em um ambiente de crédito mais seletivo, maior exigência bancária e compradores mais racionais, atentos ao custo do dinheiro e ao potencial de valorização de longo prazo.

Nesse contexto, o volume de transações passou a depender menos de impulso e mais de planejamento financeiro, estruturação de crédito e leitura precisa do timing de mercado. Para investidores —,especialmente os brasileiros que acompanham de perto o mercado americano , o cenário abre espaço para estratégias mais sofisticadas, focadas em alavancagem responsável, proteção patrimonial e diversificação internacional. É nesse ambiente que o Realtor 360 se posiciona como resposta estratégica, preparando corretores para atuar de forma mais técnica, consultiva e alinhada às novas dinâmicas econômicas do setor.

Durante a programação, Lucio Santana apresentou uma análise do cenário atual do setor, abordando temas como estrutura de financiamento, alavancagem patrimonial, timing de mercado e novas oportunidades além da compra e venda tradicional. O objetivo foi mostrar como o corretor pode gerar mais valor ao cliente mesmo em um ambiente econômico mais desafiador.

Um dos destaques do encontro foi o debate sobre o HELOC (Home Equity Line of Credit), apresentado como uma ferramenta estratégica para clientes que já possuem patrimônio e como uma importante alavanca de negócios para corretores de alta performance, ampliando oportunidades dentro da própria base de clientes.

“Quando o corretor domina instrumentos financeiros como o HELOC, ele deixa de ser apenas um intermediador e passa a atuar como um consultor estratégico”, reforça Santana.

A programação contou ainda com conteúdo de vendas, liderança e posicionamento profissional, conduzido por Paulo Kazaks, empresário e palestrante, que abordou temas ligados à mentalidade de liderança, comunicação estratégica e condução de negociações em mercados altamente competitivos.

Com foco no desenvolvimento de profissionais mais preparados, no fortalecimento do mercado local e na construção de uma comunidade de alto nível, o Realtor 360 reforça o posicionamento da Royal Mortgage USA como parceira estratégica dos corretores no mercado imobiliário dos Estados Unidos.

Sobre Lucio Santana
Lucio Santana é CEO da Royal Mortgage USA e atua há anos no mercado de financiamento imobiliário nos Estados Unidos, com foco em educação financeira, estruturação patrimonial e desenvolvimento de lideranças no setor de Real Estate.

Continue Reading

Geral

Ana Paula Alves, A Madrinha Do Funk: Da Periferia À Mídia, Uma Voz Que Transforma Cultura Em Potência Social

Reconhecida nacionalmente como uma das protetoras do funk no Brasil, Ana Paula Alves — conhecida como a Madrinha do Funk — construiu uma trajetória marcada pela valorização da cultura periférica, pelo fortalecimento de artistas independentes e pela defesa do funk como expressão legítima, artística e econômica. Sua atuação ultrapassa o simbolismo do título: representa anos de trabalho direto nos bastidores do movimento, conectando artistas, produtores, coletivos culturais, poder público e iniciativa privada. Mais do que impulsionar carreiras, Ana Paula se tornou referência por abrir caminhos onde antes existiam barreiras, contribuindo para a profissionalização do funk e ampliando seu alcance para […]

Published

on

Reconhecida nacionalmente como uma das protetoras do funk no Brasil, Ana Paula Alves — conhecida como a Madrinha do Funk — construiu uma trajetória marcada pela valorização da cultura periférica, pelo fortalecimento de artistas independentes e pela defesa do funk como expressão legítima, artística e econômica. Sua atuação ultrapassa o simbolismo do título: representa anos de trabalho direto nos bastidores do movimento, conectando artistas, produtores, coletivos culturais, poder público e iniciativa privada.

Ana Paula Alves 

Mais do que impulsionar carreiras, Ana Paula se tornou referência por abrir caminhos onde antes existiam barreiras, contribuindo para a profissionalização do funk e ampliando seu alcance para além das quebradas, sem que o gênero perdesse sua essência e identidade social. Do território à mídia: o funk como voz e identidade Com presença constante em eventos culturais, festivais, projetos sociais e articulações institucionais, a Madrinha do Funk tem papel fundamental na inserção do gênero em espaços historicamente negados. Sua atuação ajuda a transformar a narrativa que por décadas criminalizou o funk, reposicionando-o como arte, cultura, economia criativa e ferramenta de transformação social.

Para artistas e produtores que caminharam ao seu lado, Ana Paula enxerga o funk para além da música. Sob sua influência, diversos talentos periféricos conquistaram acesso à mídia, editais culturais, grandes eventos e novas oportunidades profissionais, fortalecendo uma cadeia produtiva que gera renda, pertencimento e visibilidade. Impacto social e reconhecimento O compromisso social é uma das marcas centrais de sua trajetória. Seus projetos e parcerias dialogam diretamente com as juventudes periféricas, promovendo inclusão, autoestima e novas perspectivas. Ao defender o funk, Ana Paula defende também o direito à cidade, à cultura e à liberdade de expressão. Hoje, seu nome circula com respeito em rodas de debate cultural, bastidores políticos, imprensa e eventos de grande porte, consolidando-se como uma liderança reconhecida dentro e fora do movimento funk.

Funk na televisão aberta: “Na TV com a Madrinha”, na RedeTV!

A expansão dessa atuação chegou com força à televisão aberta. Desde agosto de 2024, Ana Paula Alves apresenta o programa “Na TV com a Madrinha”, exibido pela RedeTV!, levando o funk e a cultura periférica para milhões de lares brasileiros. A atração se destaca por ir além do entretenimento. O programa abre espaço tanto para artistas consagrados quanto para novos talentos, além de abordar temas sociais que atravessam o cotidiano das periferias. A estreia teve grande repercussão, com participações de nomes como MC Hariel, Tati Quebra Barraco, MC Daniel, MC IG e MC Mari, em uma edição especial realizada durante o Mês do Funk, em parceria com a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria Municipal de Cultura. Um dos momentos mais comentados foi a entrevista com a dupla Irmãs de Pau, que abordou preconceito e desafios enfrentados no mercado musical, reforçando o compromisso do programa com pautas sociais e representatividade. Com quadros que também transitam por turismo, gastronomia, cultura e experiências acessíveis, “Na TV com a Madrinha” se consolida como uma vitrine plural, democrática e inclusiva, com audiência estimada em centenas de milhares de espectadores.

Novo projeto: estreia no rádio com “Madrinha Convida” Em 2026, Ana Paula amplia ainda mais sua presença na comunicação popular. Após o Carnaval, em fevereiro, está prevista a estreia do programa de rádio “Madrinha Convida”, um projeto que nasce com a proposta de ser um espaço aberto, plural e representativo. A atração reunirá artistas do funk, lideranças comunitárias, empreendedores periféricos e personalidades da cultura urbana, combinando música, entrevistas, debates e histórias reais. O rádio, escolhido estrategicamente, reforça o compromisso de alcançar diretamente as comunidades, mantendo uma linguagem acessível e conexão direta com o público.

“Madrinha Convida” surge como extensão natural de uma trajetória marcada por criar pontes e oportunidades, fortalecendo o diálogo entre território, mídia e mercado cultural.

Um legado em construção

Em um cenário em que o funk segue rompendo fronteiras e conquistando espaço no Brasil e no mundo, Ana Paula Alves se mantém como uma figura central desse processo. Seu trabalho reforça que o funk não pede permissão para existir: ele ocupa, transforma e deixa legado. Com coragem, estratégia e sensibilidade social, a Madrinha do Funk segue conectando passado, presente e futuro da cultura periférica brasileira, transformando comunicação, arte e representatividade em potência social.

Continue Reading

Trending

Copyright © MoneyFlash - Todos os Direitos Reservados. Site Parceiro do Terra