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Personal shopper Melissa Biscoto conta que aumentou o faturamento ao migrar para atendimentos online

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Melissa Biscoto, que presta assessoria para brasileiros fazerem o enxoval de bebê direto dos Estados Unidos, faturou em média 15 mil dólares por mês em 2020

2020 foi um ano desafiador para a maioria dos empresários pelo mundo, que tiveram que reinventar os seus negócios para sobreviver à pandemia do novo coronavírus. Melissa Biscoto, fundadora da Mel Shopper, que criava roteiros de compras para futuros papais e mamães brasileiros fazerem o enxoval do bebê nos Estados Unidos, passou a oferecer o serviço à distância e viu seu faturamento aumentar.

“Nossa empresa tem um grande destaque no mercado, pois já estamos abertos há mais de 6 anos . Mas quando começou a pandemia, a gente sentiu um pouco de dificuldade, principalmente quando a gente recebeu a notícia de que as fronteiras estavam fechadas . Mas como nós já tínhamos o serviço de enxoval a distância isso já nos ajudou muito , claro esse serviço não era um serviço muito procurado porque as mamães normalmente que pretendem fazer um enxoval nos EUA ela já tem intenção de vir presencialmente . Então já tínhamos o serviço de enxoval a distância, mas geralmente eram contratados por aquelas mamães que tinham alguma intercorrência médica e por algum motivo não conseguiam vim ou até mesmo devido à falta do visto para entrar no País , então não era um serviço muito contratado antes da pandemia”, pontua a empresária, que reconhece, que financeiramente o ano foi para sua empresa:

“Sabemos que muitas empresas sofreram esse impacto .Mas como já tínhamos esse serviço, nós não fomos pegas de surpresa . Então, nós criamos algumas adaptações e melhoramos esse serviço que já existia . Fazendo então que isso fosse muito bom para nossa empresa. Pois quando os clientes se viram impossibilitados de entrar no País e entraram em contato conosco nos tivemos a oportunidade de está oferecendo essa opção de serviço e com isso foi muito bom , porque nós acabamos vendo as necessidade dos nossos clientes e acabamos até expandindo”.

Melissa, que vive nos Estados Unidos, conta que a consultoria presencial ainda não é possível de ser realizada devido à pandemia. Então, a especialista faz consultoria on-line e também a consultoria de enxoval para quem quer comprar no Brasil. “Hoje, nos estamos atendendo aquela mamãe que quer comprar itens diferenciados aqui e aquela mamãe que gostaria de ter um atendimento personalizado, mas que não consegue comprar coisas daqui” .

Devido a essa reinvenção a empresa cresceu. “Ficamos mais fortes no nosso atendimento on-line EUA x Brasil e também começamos a atender as mamães que querem fazer no Brasil . E nos também expandimos nosso atendimento nos EUA , devido a grande procura hoje nos temos consultoras em Miami , Orlando , Boston e Nova York . E no Brasil iniciamos o serviço de consultoria on-line , mas esperamos que quando abra as fronteiras a gente possa estar também com o presencial , já temos planos e nossas consultoras já estão em treinamento e queremos estar atendendo nas principais capitais do País . Lembrando que nossa consultoria on-line dos EUA nos atendemos não somente EUA x Brasil , enviamos também para França , para a Itália em vários lugares do mundo todo”.

Para 2021, Melissa espera que a pandemia tenha fim e que todos os empresários possam restabelecer suas empresas.

Sabemos que muita gente teve que fechar suas empresas com tudo isso . Mas nosso planos para 2021 principalmente quando as fronteiras abrirem e estender atendimento presencial que nos já temos aqui nos Estados Unidos também para as principais cidades do Brasil, como eu já havia citado acima e também aumentar ainda nosso número de consultoras e já estamos buscando profissionais para fazer parte da nossa equipe em Las Vegas e Califórnia .
E lógico vamos continuar com nosso atendimento on-line que foi um sucesso, mamães que nem imaginavam como ter acesso aos produtos daqui por diversos motivos . E nossa empresa atende todo o tipo de perfil, pois nossa lista é personalizada dentro do orçamento do cliente. Então, tem clientes que fazem o enxoval só para os 6 primeiros meses , tem mamães que podem estar fazendo para os 12 primeiros meses. Com isso, nos conseguimos trabalhar dentro do que realmente a família pode gastar naquele momento . Também temos planos de aumentar nossas parcerias tanto nos EUA como no Brasil com a intenção sempre de estar dando mais benefícios aos nossos clientes”.

Faturamento da Mel Shopper agora é 15 mil dólares por mês

Antes da pandemia, Biscoto atendia de 25 a 30 mamães por mês somente nos Estados Unidos. Com a consultoria online, ela pode atender mais clientes.

“Como esse ano nos expandimos nosso atendimento para o Brasil e temos a opção de fazer esses atendimentos totalmente on-line, nos chegamos a atender em torno de 40 mamães por mês . Até porque não são todos os atendimentos que precisamos estar fazendo as compras para as clientes, como por exemplo, no atendimento on-line do Brasil, damos todo o atendimento personalizado, entregamos a lista e elas mesmo fazem as compras delas , por isso que conseguimos então aumentar o número de atendimentos .
Com o aumento do volume de atendimento de mamães nossa receita aumentou bastante . No ano de 2020 nosso faturamento aumentou chegamos a uma média de faturamento em média de $15.000 ao mês”, conclui.

 

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75% das 7,7 mil escolas sem água potável no Brasil estão em área rural

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Em algumas regiões, professores precisam liberar alunos para beber água em casa ou usam garrafinhas doadas pela comunidade

Segundo dados do Censo Escolar divulgados na última quinta-feira, 22, pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o Brasil registrou 1,2 milhão de estudantes matriculados em mais de 7 mil escolas sem água potável. Essa quantia é similar, por exemplo, aos matriculados nas redes públicas e privadas de toda a cidade do Rio de Janeiro. Dessas, 75% estão localizadas nas zonas rurais. 1033 escolas estão em comunidades indígenas, 791 em assentamentos, 321 em comunidades quilombolas e 125 em povos e comunidades tradicionais. 

Na Terra da Liberdade, um povoado quilombola de Cametá, localizado no Pará, os alunos da rede municipal de ensino de Bom Fim precisam voltar para a casa para matar a sede, e os professores pegam garrafinhas na vizinhança para compensar as torneiras secas. A instituição citada tem um poço seco, sem utilização. Outras escolas da região possuem água encanada, mas sem tratamento. Às vezes as unidades escolares recebem uma pequena quantidade de produto químico para utilização, mas o envio é esporádico. 

Segundo Fernando Silva, CEO da PWTech, startup de filtragem e purificação de água, o Brasil precisa de soluções práticas e eficientes para combater a falta de água potável nas escolas. Temos o projeto “Água boa nas escolas” onde o objetivo é levar acessibilidade a água pura para milhares de crianças e erradicar problemas de desnutrição e também de evasão escolar, explica. 

No Pará, mais de 198 mil alunos enfrentam este problema. Estados do Sudeste e Sul também possuem escolas sem água limpa para beber. Rio Grande do Sul (60 mil), Rio de Janeiro (41 mil) e São Paulo 24 mil). As escolas da zona rural já são naturalmente mais prejudicadas por estarem afastadas de grandes centros. Quase cem mil desses alunos, por exemplo, estudam em escolas abastecidas pela água do rio sem nenhum tipo de tratamento. O Censo Escolar mostrou também que mais de 90 mil alunos estudam em escolas sem energia elétrica, sendo 93% no campo. 

“Não só as escolas do campo precisam de atenção, mas as comunidades em geral. A falta de itens vitais como água, alimentação e energia elétrica traz consigo inúmeros problemas já relatados. O povo do campo precisa de mais infraestrutura para continuar sendo uma das maiores potências do país”, relata Fernando Silva.

De acordo com o Censo, o número de alunos em escolas sem água potável era menor em 2022, de 931 mil. A diferença de um ano para o outro se deu pela inclusão de 661 escolas da rede estadual da Bahia, com 430 mil alunos, na lista das que não têm recursos hídricos adequados, segundo o estado os números contém erros e será pedido uma retificação através de pedido judicial. 

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Após o carnaval, 8 a cada 10 brasileiros continuam endividados

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60% possuem débitos com cartão de crédito em aberto e 43% buscam negociações com banco

O começo do ano é geralmente um período utilizado por muitos brasileiros para se reorganizar financeiramente, pelo menos é o que 12 milhões de brasileiros já fizeram no primeiro bimestre. Ao todo 17 milhões de dívidas foram “desnegativadas”, quitadas ou equacionadas e o total renegociado chega a R$ 35,6 bilhões, segundo dados obtidos através do programa Desenrola Brasil. 

Mas para 44% dos brasileiros o ano começa depois do carnaval e os altos índices de endividados continuam em fevereiro. Segundo dados do Raio-X dos Brasileiros em Situação de Inadimplência, 8 em cada 10 brasileiros encerraram o ano de 2023 com dívidas e destes um terço continuam com contas atrasadas. Débitos com bancos (64%) e cartão de crédito (60%) são as fontes dos débitos em aberto, segundo base de dados do Instituto Locomotiva e da Serasa. 

Em janeiro, 76% dos brasileiros procuraram alguma forma de crédito, sendo o serviço de cartão o mais buscado. Em relação à finalidade do crédito solicitado em empréstimos pessoais, 41% afirmou ser para investimentos, 21% para pagar contas básicas e 26% para pagar dívidas de contas básicas.

Segundo Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio diretor da Multimarcas Consórcios, o cartão de crédito continua sendo um dos grandes dificultadores porque é visto como um valor adicional ao orçamento mensal. “Os brasileiros vêm utilizando a modalidade para compras do dia a dia e a capacidade de parcelamento levou-os a acreditar que ao dividir uma compra a dívida fica menor, quando na realidade, as pessoas estão apenas  antecipando as dívidas do próximo mês”, explica. 

Em sequência, aparece o setor de água e luz (11,33%), comércio (11,20%) e outros com 7,16%. Sudeste, Nordeste e Norte lideram o ranking das regiões com mais débitos é o que mostra os dados apresentados pela  CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Muitas famílias ainda são reféns da utilização de créditos para complementar o orçamento mensal e a utilização de diferentes solicitações podem levar a refinanciamentos.

“Para os brasileiros, a instabilidade econômica do país é o agente dificultador de um padrão de vida financeira saudável para o cidadão comum. A alta inadimplência deve-se à situação dos salários baixos e desemprego elevado”, explica o especialista.

A previsão é que para o mês de março aumente o número de brasileiros buscando negociações e acordos para sair da lista de inadimplência. Segundo a Serasa, todos os meses mais de 26 milhões de pessoas acessam o site e o aplicativo. A instituição afirma que com a nova parceria com o programa Desenrola do Governo Federal, o número deve aumentar e mais facilidades devem ser ofertadas. 

Pensando nisso, o especialista separou 3 dicas para auxiliar quem está no vermelho:  

Faça um levantamento dos gastos, anotando todas as futuras despesas. Análise as áreas em que é possível economizar, buscando alternativas mais econômicas e eficientes.

Utilize a regra 50, 30 e 20 para organização das finanças e priorize as despesas mais importantes, evitando o endividamento. A regra financeira é simples e divide o orçamento em três partes: 50% para gastos fixos e essenciais; 30% para gastos variáveis e que podem ser reduzidos se necessário; e 20% para investimentos ou criação de um fundo de reserva.

Evite dívidas desnecessárias para manter seu orçamento saudável é extremamente importante avaliar com atenção suas necessidades antes de efetuar compras parceladas ou solicitar empréstimos. Portanto, ao planejar suas finanças, lembre-se de considerar cuidadosamente se a compra é realmente necessária para atender às suas necessidades imediatas e se você terá capacidade de pagar as parcelas mensais ou as prestações dentro do prazo estabelecido.

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Pesquisa aponta o impacto da qualidade da água na pecuária

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É necessário romper crenças limitantes referentes a ingestão de água ainda nos primeiros dias de vida; 19% dos fazendeiros fornecia apenas na segunda semana.

Somente nos quatro primeiros meses do ano passado, a agropecuária respondeu por um quarto das exportações do país, alcançando US$ 25,8 bilhões, e em meio a uma safra recorde de grãos e um aumento no setor de exportações, mudanças climáticas deixam especialistas em alerta quanto à sustentabilidade hídrica e a importância de garantir que a água fornecida aos animais atenda aos padrões de qualidade estabelecidos pela Resolução CONAMA 2005 nº357/2005, assemelhando-se à água destinada ao consumo humano.

Uma pesquisa recente desenvolvida pelo departamento de zootecnia da USP em parceria com a PWTech, startup de purificação de água nomeada pela ONU como uma solução humanitária no acesso à água potável, reforça a importância da qualidade da água na preferência e desempenho dos bezerros leiteiros. O estudo feito com seis bezerras ofertou três tipos de água, a primeira purificada através de ultrafiltração (UF), a segunda, água corrente, e a terceira era uma água não tratada, proveniente de um poço local.

Com o passar de três dias, pode-se perceber a preferência das bezerras pela água tratada, evidenciando que fatores de qualidade da água podem sim ser percebidos pelos animais, como odor, sabor e sólidos dissolvidos, influenciando em sua quantidade de ingestão. A pesquisa destaca ainda que a qualidade da água não apenas afeta o consumo dos animais, mas também impacta diretamente no desenvolvimento ruminal e na resistência a patógenos, prejudicando o seu desempenho.

“A água é um recurso natural fundamental para a produção de bovinos de corte e de leite. O animal que não bebe água suficiente pode ter seu crescimento diretamente impactado, além de apresentar problemas de sanidade, influenciando o seu desempenho e prejudicando a qualidade da carne, o que gera perdas econômicas”, afirma Fernando Silva, CEO da PWTech.

Outro levantamento realizado pela ESALQ/USP com 149 fazendas dos estados de SP, MG e PR, em 2015, mostrou que 19% dos produtores forneciam água aos bezerros a partir de 15 dias de idade. Constatou-se que os bezerros têm que receber o consumo de água, desde o primeiro dia de vida, mas infelizmente muitos produtores só colocam água na segunda ou terceira semana. É necessário romper as crenças limitantes que neste período apenas o leite ou sucedâneo, são fundamentais.

“A água é um nutriente vital para o funcionamento do organismo, e sua qualidade é fundamental para a produção de carne e leite de qualidade, e deve ser ofertada já no primeiro dia de vida dos animais, logo após o nascimento. O atraso afeta diretamente as exigências hídricas, prejudicando as funções metabólicas”, acrescenta Fernando.

Ainda de acordo com o estudo, em situações de onde a água fornecida aos animais não for tratada, como as provenientes de lagos, rios ou poços subterrâneos, um sistema de purificação pode encorajar a maior ingestão de água pelos animais. “O equipamento usado no estudo funciona de maneira simples, captando água de rios, poços, represas, açudes, lagos e até mesmo vinda da chuva. Depois, a água passa por um clorador, três filtros e uma membrana de ultrafiltração, tornando-se assim, potável”, finaliza o CEO da startup.

Atuando na regulação do metabolismo, na digestão, na absorção de nutrientes, na produção e transporte de metabólitos na corrente sanguínea, na respiração, na excreção de resíduos, na termorregulação, no crescimento e na reprodução, a água é um elemento fundamental. Mas embora seja essencial, sua exigência tem sido desvalorizada em comparação aos demais nutrientes.

Sobre a PWTech – Fundada em 2019, a startup tem como proposta uma solução inovadora que possibilita levar água potável para as regiões mais remotas e carentes do mundo. Apesar de ser uma empresa nova, a PWTech já acumula importantes premiações. Entre elas: é a número um no 100 Startups to Watch (na área de água e saneamento), GovTech BrazilLAB, Inovativa, finalista do Amcham Arena, além de Prêmio Startup do 13º Fórum de Inovação e Tecnologia da Câmara de Comércio Internacional França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP); Prêmio de Startup Destaque – Saúde e Alimentação InovAtiva e o 4º lugar entre as Startups TOP 10 FoodTechs do Open Startups.

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